A casa de passagem Núcleo do Olhar Solidário (N.Ó.S.), em Caxias do Sul, segue fechada e sem previsão de reabertura, mais de cinco meses após o assassinato de um educador social no local, ocorrido em 18 de outubro do ano passado. Em entrevista à Rádio Caxias, o presidente da Fundação Caxias, Euclides Sirena, informou que a entidade encaminhou ao Governo do Estado um pedido de R$ 6 milhões. Os recursos seriam destinados tanto à compra do imóvel, atualmente cedido, quanto à realização de melhorias estruturais.
Segundo Sirena, a solicitação foi entregue pessoalmente durante reunião com o chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Arthur Lemos, e está em análise. A expectativa é de que haja um retorno nos próximos dias. O pedido também foi reforçado ao governador durante a Festa da Uva. De acordo com o presidente, os valores podem ser provenientes do fundo SOS Rio Grande do Sul, criado durante o período das enchentes e relacionado ao trabalho desenvolvido pela Fundação na ocasião.
Ainda conforme Sirena, não há, neste momento, estimativa para a reabertura do espaço, já que o foco está na reestruturação. No entanto, com a chegada do outono e a proximidade do inverno, cresce a preocupação com o acolhimento de pessoas em situação de rua. Diante disso, a Fundação avalia a possibilidade de reabrir o local de forma emergencial, caso necessário.
Além do investimento aguardado para o Núcleo do Olhar Solidário, a Fundação Caxias projeta a ocupação da nova sede em breve. Atualmente, a Prefeitura de Caxias do Sul realiza a análise do terreno localizado atrás do Ginásio do Sesi, por meio da Procuradoria-Geral do Município (PGM), ainda sem prazo para conclusão. A expectativa, segundo Sirena, é de que o novo espaço melhore a logística e amplie a capacidade de atendimento da instituição, especialmente em situações de emergência.
O inquérito policial que investigou o homicídio do educador social no Núcleo do Olhar Solidário foi concluído em novembro pela Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP). O homem, que era acolhido na instituição no dia do crime, foi indiciado por homicídio doloso qualificado, por motivo fútil, relacionado a vingança após um desentendimento, e por meio cruel, em razão do golpe de faca no pescoço da vítima, que provocou hemorragia e levou à morte. Com a conclusão do inquérito, o caso está atualmente sob responsabilidade do Poder Judiciário.
