Em entrevista ao Jornal da Caxias, nesta quinta-feira (19), o senador Paulo Paim (PT) tratou de temas sensíveis do cenário político nacional, incluindo suspeitas de envolvendo do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em escândalo do Banco Master, a ainda, o que a CPMI do INSS está mostrando para a sociedade, além de assuntos voltados às eleições deste ano com os quadros e articulações políticas do PT para à corrida ao governo do Rio Grande do Sul.
Ao ser questionado sobre suspeitas levantadas na imprensa, envolvendo um dos filhos do presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha), possíveis diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master, Paim afirmou que eventuais irregularidades devem ser apuradas individualmente. O senador reconheceu, no entanto, que o tema gera desgaste político ao atual governo Lula, sobretudo em um ambiente de forte polarização.
Ainda sobre o escândalo envolvendo o Banco Master, citado durante a entrevista como um caso de grandes proporções financeiras, Paim afirmou que o episódio, que envolve cifras bilionárias, precisa ser investigado com rigor. Ele lembrou que assinou pedidos relacionados à apuração do caso e defendeu que os responsáveis sejam identificados.
Sobre a CPMI do INSS, o senador afirmou que as investigações estão avançando, com atuação da Polícia Federal e registros de prisões. No entanto, demonstrou preocupação com o futuro dos trabalhos. Segundo Paim, há dificuldades para prorrogar a comissão e risco de interferência política no processo, especialmente, por se tratar de um ano eleitoral.
No cenário eleitoral gaúcho, Paim admitiu a possibilidade de o PT abrir mão da cabeça de chapa ao governo do Estado e ter uma aliança com o PDT de Juliana Brizola. Apesar disso, o senador evitou confirmar definições e reforçou a defesa de uma “frente ampla”.
Paim também avaliou que o Brasil vive um momento de forte tensão institucional e política, com impactos diretos no funcionamento do Congresso. Segundo ele, o ambiente tem prejudicado votações e ampliado confrontos.
Paulo Paim está no Senado desde 2003 ao longo de três mandatos consecutivos, que se encerram em 31 de janeiro de 2027. Nos últimos meses, o político anunciou que esse será o seu último mandato como senador.
Confira aqui a entrevista completa.
