A empresa Supera, curso educacional de estimulação cognitiva que tem como fundamento a neurociência, possui um método que promove o desenvolvimento contínuo e transformador. Destinado para pessoas de todas as idades que buscam melhor desempenho, qualidade de vida e longevidade, mantendo o cérebro ativo e saudável.
Nesta quarta (11) a empresa lançou, em uma coletiva de imprensa, o Estudo SUPERA de Estimulação Cognitiva. A pesquisa científica comprovou a eficácia da metodologia para a vida de idosos saudáveis.
De acordo com os pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), com colaboração do Departamento de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP) e Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Divisão de Neurologia Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o método Supera reduz queixas de memória e traz benefícios para a saúde mental da população 60 +.
Para entender o contexto do cenário de envelhecimento e longevidade no Brasil, a médica neurologista, Sônia Brucki, destacou números do envelhecimento no país quanto à relevância de estudos clínicos, além de reforçar a importância da parceria entre academia e imprensa em um momento em que há desinformação sobre ciência em circulação.
Em seguida, a Professora do Departamento de Gerontologia da USP, Dra. Thais Bento, autora principal do estudo e pesquisadora do HCFMUSP, apresentou os resultados da pesquisa, destacando a importância do estudo para a pesquisa em envelhecimento.
O estudo inédito conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) acompanhou 207 pessoas saudáveis com mais de 60 anos para avaliar os impactos do método Supera na qualidade de vida. Os participantes foram divididos em três grupos: o primeiro praticou o método durante 18 meses, com aulas semanais de duas horas; o segundo participou apenas de palestras sobre envelhecimento; e o terceiro não recebeu nenhuma intervenção, participando apenas dos testes do estudo. Ao longo do período, todos passaram por avaliações periódicas das capacidades cognitivas, emocionais e funcionais, conduzidas por avaliadores que não sabiam a qual grupo cada participante pertencia, garantindo rigor científico à pesquisa.
Os resultados mostraram um aumento de 45% no desempenho da memória em um ano, melhora de 11% nas funções executivas relacionadas ao planejamento, foco e tomada de decisões e avanço de 10% na cognição geral, que envolve habilidades como memória, raciocínio, atenção e linguagem. Além disso, houve redução de 29% nos sintomas depressivos, indicando mais ânimo, disposição e autonomia. Os dados reforçam que o treinamento cerebral pode contribuir para um envelhecimento mais saudável e ativo.
