Envolvente, estilosa e cheia de tensão psicológica definem a série britânica Killing Eve. O suspense, estrelado por Sandra Oh, que interpreta a agente Eve Polastri, e Jodie Comer, a assassina de aluguel Villanelle, destacou-se como uma das produções mais diferentes dos últimos anos, misturando espionagem, humor ácido e drama. A produção conquistou crítica e público, acumulando diversas indicações ao Emmy Awards, com a vitória marcante de Jodie como melhor atriz em série dramática. Outro momento histórico foi a vitória de Sandra Oh no Golden Globe Awards como melhor atriz em série de drama; na ocasião, ela foi ovacionada de pé pelo público da premiação.
A trama acompanha Eve, uma agente de inteligência obcecada pelo comportamento de assassinas profissionais, que acaba cruzando o caminho de Villanelle, uma serial killer tão perigosa quanto carismática. O que começa como perseguição vira um jogo psicológico intenso e quase obsessivo, no qual admiração, curiosidade e confronto emocional se misturam. A série explora identidade, poder, desejo e até o fascínio humano pelo perigo, sempre com reviravoltas e tensão crescente.
Outro destaque é a trilha sonora: as músicas escolhidas ajudam a construir o clima elegante e provocador da série. Há indie europeu, pop alternativo, faixas eletrônicas e composições instrumentais que reforçam o suspense, a ironia e até os momentos mais íntimos das personagens; é aquele tipo de trilha que praticamente vira assinatura estética da produção.
Mesmo com um começo impactante e temporadas muito elogiadas, muita gente considera que a última temporada ficou abaixo das expectativas, sendo comparada ao final da série Game of Thrones. Ainda assim, Killing Eve permanece como uma série marcante, ousada e cheia de personalidade, daquelas que prendem tanto pela história quanto pelo estilo.
