Após o prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico (PSD), apontar a possibilidade de aumento do valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) caso o veto do reajuste do auxílio alimentação seja derrubado pelos parlamentares, o pagamento do imposto foi novamente debatido na sessão da Câmara de Vereadores desta quinta-feira (12).
Na contramão da possibilidade, o vereador Cláudio Libardi (PCdoB), no espaço do Grande Expediente, apresentou uma campanha da bancada para a redução do IPTU. Ele disse que o partido pretende acompanhar o veto, mas que o prefeito precisa fazer a parte dele.
Libardi apresentou que a arrecadação anual do imposto em Caxias do Sul é de R$ 151 milhões, ou 3,75% do orçamento do Município. Acrescentou que 21,5% do valor arrecadado, R$ 2,5 milhões mensais, são gastos pelo chefe do Executivo para pagamento de Cargos em Comissão (CCs). Além disso, apontou que Adiló pretende gastar R$ 60 milhões (39,7%) do valor com o Caso Magnabosco. Cerca de 60% da arrecadação estaria comprometida com as duas despesas.
Nesse cenário, Libardi defendeu a diminuição de 50% dos cargos e a economia de R$ 15 milhões na máquina pública com redução de publicidade, aluguéis e outros serviços. Dessa forma, ele projetou a redução de 20% do valor do imposto para a população.
O parlamentar recebeu apoio dos vereadores Lucas Caregnato (PT), Daiane Melo (PL), Hiago Morandi (PL), Andressa Marques (PCdoB) e Estela Balardin (PT) em apartes. Já Zé Dambrós (PSB) defendeu o aumento da arrecadação com a inclusão de loteamentos irregulares que não contribuem.
