Um Adiló preocupado. Essa era o semblante do prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico (PSD) em coletiva de imprensa no Salão Nobre do Centro Administrativo na manhã de segunda-feira (9). O Executivo convocou o encontro para abordar o impacto financeiro do reajuste do auxílio alimentação no orçamento do Executivo.
Na coletiva, o recado do prefeito e secretariado presente foi claro. Caso o aumento seja promulgado pela Câmara de Vereadores, o IPTU do próximo ano poderá quase dobrar de valor. O prefeito vetou a matéria ainda em janeiro, antes de sair de férias. Agora, o veto é votado pelos vereadores, que podem derrubar a decisão do prefeito.
Atualmente, o auxílio alimentação dos servidores do Legislativo é de R$ 949,52 mensais. O projeto de lei aprovado no início do ano pela Casa aumenta o benefício para R$ 1.899,13. Soma-se ao valor, o reajuste inflacionário medido pelo IPCA e estimado em cerca de 4,26%, totalizando um auxílio no valor de R$ 1.979,89.
Contudo, um acordo entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv) na Campanha Salarial, estipulou que o auxílio dos servidores do Município, hoje em R$ 867,46, seria igualado com o Legislativo. Com isso, o impacto do Município seria de R$ 81 milhões na administração direta e indireta, ou 52% do arrecadado pelo IPTU.
O prefeito afirma que uma possível derrubada do veto trará consequências desastrosas e um caos financeiro no Município. Ele explica que o impacto somado à parcela de um possível acordo do Caso Magnabosco resultaria em custo de mais de R$ 121 milhões. Com isso, relata que a conta teria que ser paga por uma arrecadação maior, com o valor do IPTU quase dobrando na cidade no próximo ano.
O veto da proposta tem previsão de ser apreciado pelos parlamentares ainda nesta semana. Contudo, o chefe do Executivo irá convidar os vereadores para que conheçam mais de perto as finanças do Município. Adiló espera que a votação seja adiada e que em conjunto a Câmara, Prefeitura e Sindiserv possam encontrar uma solução.
A Câmara de Caxias do Sul conta com 32 servidores efetivos e 124 Cargos em Comissão (CCs). Já a Prefeitura tem cerca de 7,3 mil servidores e 230 CCs. Contudo, os cargos em Comissão da Administração não recebem o auxílio.
