O caso de Orelha, cão comunitário cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis, que foi brutalmente agredido e morreu em decorrência dos ferimentos, mobilizou centenas de pessoas em Caxias do Sul e em outras cidades do país na manhã do último domingo (1º). Com cartazes, a presença de animais de estimação e gritos por “justiça”, cerca de 250 pessoas participaram de uma caminhada de protesto no Parque dos Macaquinhos. O ato teve como objetivo cobrar a responsabilização dos envolvidos e denunciar a violência contra animais.
A mobilização também remete a um episódio ocorrido em 2020 no município, quando um cão caramelo foi encontrado enforcado em uma árvore do Parque. À época, o animal foi localizado por um funcionário da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca), e o crime não teve responsabilização. Conforme a representante do grupo Golden Retrievers da Serra Gaúcha, Marcela Modena, o encontro foi organizado em defesa de quem não pode se defender, não apenas por Orelha, mas por todos os animais que sofrem violência e têm os direitos violados. Marcela avaliou positivamente a adesão ao ato, que superou as expectativas de público.
Ela também destacou que, nesta terça-feira (3), durante a primeira sessão de 2026 da Câmara Municipal de Vereadores, a pauta será novamente levantada, com a elaboração de um documento conjunto entre parlamentares, que deverá ser encaminhado a Brasília.
Também organizadora do ato e integrante do grupo, Paula Marin, tutora de 28 cães, entre eles a golden Olívia, reforçou que o movimento buscou mobilizar a comunidade para evitar a impunidade em crimes de maus-tratos. Segundo ela, novos encontros poderão ser realizados. Durante o ato, também houve debate sobre a responsabilização penal, considerando que o crime foi intencional, e a necessidade de respostas mais efetivas por parte do poder público.
A vereadora e ativista da causa animal, Andressa Mallmann (PDT), que esteve presente na manifestação, destaca que a luta é para que sejam estabelecidas políticas públicas que sejam efetivas na prática. Ela relembra que o último ato realizado em Caxias do Sul foi diante do caso de tortura a gatos, de forma que o caso de Orelha não pode ficar impune.
Além de Andressa Mallmann, o encontro contou com o apoio de ativistas da causa animal e a presença de outros representantes do Legislativo municipal, como os vereadores Capitão Ramon (PL), Hiago Morandi (PL) e Sandra Bonetto (Novo). A investigação sobre o caso Orelha segue em andamento e apura o possível envolvimento de adolescentes.






