O neurologista Claudio Watanabe, em entrevista ao Jornal da Caxias, abordou as causas e o tratamento que envolvem a enxaqueca. Ele informou que a dor tem duração de 4 a 72 horas sem tratamento, podendo demorar até 17 anos para o paciente procurar a ajuda e 23 anos para achar um especialista. Ele reforçou que o diagnóstico é clínico e é preciso procurar por um profissional com foco na especialidade.
Ele explicou que a enxaqueca é uma doença genética em que as pessoas nascem com algumas alterações que vão predispor o aparecimento da doença. Além disso, completou que são necessários alguns fatores ambientais para manifestação. Alimentação, sono, hidratação e estresses são alguns deles.
Na entrevista, o especialista explicou que a dor de cabeça é um sintoma que pode ser ocasionado por diferentes fatores, sendo a mais comum a cefaleia tensional. Enquanto a crise de enxaqueca tem diferentes fases. A dor é uma delas, mas confusão mental e esquecimento também estão entre os sintomas.
O especialista explicou que a enxaqueca gosta de previsibilidade e mudanças na rotina desencadeiam novas crises. Como exemplo, citou que a retirada de cafeína deve ser feita aos poucos.
Em relação à eliminação de alimentação, apontou que alguns alimentos podem ocasionar a dor, mas são muito específicos, sendo necessário o acompanhamento por anotações diárias do que é ingerido. Além disso, relatou que é preciso se alimentar de forma adequada.
O especialista ainda pontuou que como efeito rebote de automedicação, devido á hipersensibilidade cerebral, é causada a chamada cefaleia por uso excessivo de analgésico.
