O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), com sede em Porto Alegre, realizou, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, 251 audiências de mediação coletiva, no âmbito de 149 procedimentos instaurados. Em 76,5% dos casos, as sessões terminaram em acordo. As negociações beneficiaram 179.313 trabalhadores. As sessões ocorreram ao longo de todo o ano passado, incluindo o período de recesso do Judiciário. Para este ano, mais de 20 sessões já estão agendadas, com expectativa de aumento ao longo do ano.
O vice-presidente institucional e de atuação em demandas coletivas do TRT-RS, desembargador Cláudio Antônio Cassou Barbosa, em entrevista ao Jornal da Caxias, explicou que normalmente os conflitos são resolvidos através de ações judiciais. Contudo, em paralelo a isso, nos últimos anos foram estabelecidas as mediações coletivas, um espaço de negociação antes do ajuizamento de uma ação judicial. Nesta etapa, as partes envolvidas são convidadas a participar da procura de estabelecer um ambiente de diálogo e apresentação de propostas. Entre os principais conflitos estão reivindicações de trabalhadores, condições de trabalho, atraso salarial e greves.
O desembargador comentou que o Rio Grande do Sul tem um elevado grau de litigiosidade, até mesmo na Justiça comum, o que não é visto de maneira positiva. Com mais processo, maior é a dificuldade em dar celeridade aos casos. Ele apontou a busca por mediações coletivas que auxiliam a sociedade e também o poder Judiciário.
O vice-presidente contextualizou que atualmente em Caxias do Sul o TRT4 está com mediação em andamento no Hospital Saúde, que passa por dificuldades financeiras. Também lembrou que no ano passado a Justiça do Trabalho mediou e encerrou a greve no setor da Educação Infantil na cidade.
Caxias do Sul conta com seis varas do trabalho e 12 juízes que atendem uma grande quantidade de processos na região.
