O calendário de feriados de 2026 é visto com otimismo pelo setor de turismo, hotelaria e gastronomia da Serra Gaúcha. Segundo o presidente do Sindicato Empresarial da Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (SEGH), Márcia Ferronato, a distribuição das datas ao longo do ano favorece o planejamento antecipado e a ampliação do fluxo de visitantes.
De acordo com a dirigente, o próximo ano contará com 12 feriados nacionais e, ao serem somados os feriados regionais, o número pode chegar a 14 ou mais datas. “É um calendário com muitos feriados e feriadões, o que beneficia diretamente o turismo de lazer”, afirma Ferronatto.
A avaliação é de que esse cenário estimula viagens de curta duração, especialmente em fins de semana prolongados, comportamento que tem se intensificado nos últimos anos. Para a Região Uva e Vinho, a expectativa é positiva, já que o destino oferece atrativos diversificados ao longo de todas as estações. “O visitante pode retornar várias vezes ao mesmo destino e encontrar experiências diferentes”, destaca.
O perfil predominante do turista segue sendo regional, com maior presença de visitantes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de cidades em um raio aproximado de 500 quilômetros. No entanto, anos com maior concentração de feriados também ampliam a demanda de outros estados, especialmente São Paulo. No período de Carnaval, há ainda aumento na procura de turistas do Rio de Janeiro, que buscam alternativas fora dos grandes centros.
Entre as datas com maior procura estão Natal, Ano-Novo, Carnaval e Corpus Christi, que tradicionalmente registram alta ocupação hoteleira. A orientação do setor é para que os consumidores façam reservas com antecedência, tanto de hospedagem quanto de passeios e serviços turísticos.
Além dos feriados, 2026 será marcado por eventos que também influenciam o turismo, como a Copa do Mundo e as eleições. Conforme Ferronatto, enquanto o período eleitoral costuma reduzir deslocamentos, a combinação com feriados e eventos esportivos tende a equilibrar o fluxo de visitantes ao longo do ano.
No campo econômico, a expectativa é de impacto positivo em toda a cadeia produtiva. “O turismo gera um efeito multiplicador, beneficiando comércio, serviços e a comunidade em geral”, ressalta o presidente do SEGH. Apesar disso, ele observa que o setor ainda busca recuperar níveis de receita anteriores à pandemia, já que o crescimento do fluxo nem sempre se reflete integralmente no faturamento.
Mesmo com esse desafio, a projeção do setor é de crescimento aproximado de 15% na economia do turismo em 2026, impulsionado pelo calendário favorável, pela diversificação de eventos e por novas estratégias de negócios adotadas por empreendedores da região.
