A próxima segunda-feira (1) marca o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, data criada em 1988 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre o HIV/AIDS. O objetivo é combater o preconceito, a desinformação, promover a prevenção e o diagnóstico precoce e garantir o acesso ao tratamento para todos.
Andréa Dal Bó, Infectologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Caxias do Sul, em entrevista ao Jornal da Caxias, informou que de 2022 até 2024 a cidade registrou um ligeiro aumento nos casos de HIV, mas se manteve estável nos registros de AIDS. De acordo com ela, atualmente 3,2 mil pessoas com HIV fazem o tratamento no município.
A infectologista explicou que o HIV é o vírus que causa a imunodeficiência, onde a realização do diagnóstico precoce evita a doença pela infecção, a AIDS. Andréa também relatou que os grupos mais vulneráveis, as chamadas populações chaves, são profissionais do sexo, pessoas trans e homens que fazem sexo com homens. Contudo, ressaltou que o HIV não deve se estereotipado, pois qualquer pessoa que tenha relação sexual tem risco. Nesse sentido, ela informou aumento de casos em Caxias entre homens de 20 a 39 anos.
Ainda sobre o estigma em relação ao HIV, a especialista comentou que a expectativa de vida é a mesma de pessoas que não têm o vírus, com risco maior de se ter algumas doenças.
Andréa também lembrou que as Unidades Básicas de Saúde e o Serviço de Infectologia contam com testes rápidos que entregam o resultado em 30 minutos e que preservativos masculinos e femininos são ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela pontuou que o HIV se passa apenas por relação sexual e contato sangue com sangue.
A data de 1º de dezembro foi instituída cinco anos após a descoberta do HIV, quando 65,7 mil pessoas já haviam sido diagnosticadas.
