O painel “Atestado Médico: Emergência é lugar de atestado?” acontece nessa terça-feira (25), das 14h às 16h, na sede do Cremers, em Porto Alegre. Entre as questões que o evento busca responder estão quais são os limites para o paciente e como fica a autonomia do médico? O Conselho vem identificando várias situações em que os médicos são pressionados pelos pacientes na tentativa de obter atestado médico sem a devida necessidade – algumas vezes, chegando a gerar situações de violência e agressão contra os profissionais da saúde. O evento é gratuito, aberto para toda a população.
Em entrevista ao Jornal da Caxias, o presidente do Cremers, Régis Angnes, destacou a importância do evento, pois de acordo com ele, o atestado está virando motivo de conflito junto às emergências. Completou que muitas pessoas vão até o atendimento para pegar o documento, sem interesse pela consulta, mas visando não trabalhar no dia seguinte.
O presidente trouxe como exemplo a cidade de Bento Gonçalves, onde o poder público estipulou que não haveria mais a obrigatoriedade de dar atestado na emergência, o que diminuiu em mais de 50% o número de atendimentos nos finais de semana.
Ele citou que o modelo está sendo seguido em outras cidades do país. Completou que a busca é por uma resolução para evitar o conflito e até mesmo uma inibição. Com casos inclusive de violência, o presidente da entidade levantou a discussão sobre a necessidade de segurança dos profissionais, além da patrimonial.
Angnes apontou a busca pela normatização com apoio do poder público para dar autonomia aos médicos para avaliar a entrega do atestado.
