Nesta terça-feira (25), Dia Internacional de Não Violência contra as Mulheres, Caxias do Sul reforça ações de prevenção e conscientização sobre violência de gênero. A Rádio Caxias ouviu representantes do Grupo Mulheres do Brasil, Núcleo Caxias do Sul, que lidera iniciativas educativas e convoca a população para uma caminhada no domingo (30).
A tradicional caminhada pelo fim da violência contra mulheres e meninas ocorre no dia 30 de novembro, às 9h, com saída em frente à prefeitura. A mobilização pretende ampliar a divulgação dos serviços de apoio e estimular o engajamento da comunidade.
O Grupo atua de forma voluntária no país e no exterior, promovendo palestras em escolas, empresas e comunidades sobre tipos de violência, prevenção e canais de apoio. Segundo a advogada Gerusa Roncheti Ribeiro, líder do Comitê de Combate à Violência contra as Mulheres, “o objetivo é orientar, fortalecer a rede de proteção e incentivar denúncias”.
A assistente social Maureen Kahler Bagattini, coordenadora da Casa de Acolhimento Viva Raquel e também líder do Comitê, lembra que os índices seguem altos: 57 feminicídios foram registrados no RS até novembro de 2025. Ela e Gerusa reforçam a importância de uma rede integrada entre segurança pública, assistência social, saúde e organizações da sociedade civil.
As lideranças destacam que a violência não se limita às agressões físicas, mas inclui aspectos psicológicos, patrimoniais e institucionais, muitas vezes invisibilizados. O grupo também aposta no diálogo com homens e crianças sobre masculinidade, consentimento e relações saudáveis.Inclusive, Gerusa aponta que políticas públicas e legislações como a Lei Maria da Penha continuam essenciais, mas alerta para iniciativas que tentam enfraquecê-las, defendendo a mobilização social permanente.
Além disso, o cuidado com crianças órfãs de vítimas de feminicídio é outra frente prioritária. Maureen destaca que a Casa Viva Raquel, em Caxias, está entre as poucas do país que oferecem abrigo e suporte integral para mulheres e filhos que rompem com a violência doméstica.
Para as representantes do Grupo Mulheres do Brasil, o Dia Internacional de Não Violência contra as Mulheres reforça a urgência de ações contínuas, diálogo e participação social para construir uma cidade mais segura para todas. Confira abaixo, a entrevista completa.
