A Operação Mata Atlântica em Pé encerrou sua 8ª edição consolidando-se como uma das principais iniciativas de combate ao desmatamento ilegal no Brasil. Realizada entre os dias 15 e 25 de setembro, a ação envolveu 17 Estados brasileiros.
No Rio Grande do Sul, a operação foi coordenada pelo Ministério Público Estadual (MPRS), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente. Durante a ação, foram fiscalizados 53 alertas de desmatamento no território gaúcho, sendo 34 emitidos em 2025 e 19 em anos anteriores, todos identificados por meio da plataforma MapBiomas Alerta. As ações se concentraram em 35 municípios, entre eles Caxias do Sul, Antônio Prado, Paraí, Farroupilha, São Francisco de Paula, São Marcos e Feliz.
Ao todo, foram fiscalizados 249,59 hectares de áreas desmatadas, sendo 37 hectares inspecionados em ações conjuntas entre o IGP/RS e a FEPAM. As infrações ambientais identificadas resultaram na aplicação de multas que somam mais de R$ 38 milhões.
A Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de defesa do meio ambiente do MPRS, Ana Maria Moreira Marchesan, comenta que a edição de 2024 registrou um menor valor arrecadado com penalizações. No ano passado, a vistoria foi realizada em 385 hectares, com arrecadação de aproximadamente R$36,7 milhões.
Ela ressalta a participação de outras entidades na Operação no RS e afirma que o conjunto de ações é bastante relevante para impedir o desmatamento do bioma mais deteriorado do país.
Quando as infrações são constatadas, os responsáveis são autuados e podem ser responsabilizados nas esferas cível, criminal e administrativa. O objetivo da operação é proteger a Mata Atlântica, por meio da articulação entre órgãos de fiscalização e o uso de tecnologias de monitoramento ambiental.
