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CAXIAS DO SUL

Julgamento 10/08/2018 | 18h38

Tribunal condena dois acusados de homicídio na Zona do Cemitério


Tribunal condena dois acusados de homicídio na Zona do Cemitério
Foto: Edgar Vaz/Rádio Caxias

Fabiano da Silva de Godoi e Jonathan Pereira de Jesus foram condenados a 12 anos e  14 anos, respectivamente, pelo homicídio de Gedson Pires Braga, o Cavernoso. Os dois, no entanto, foram absolvidos da tentativa de assassinato de João Vitor Santos da Silva. O Tribunal do Júri ocorreu nesta sexta-feira (10), sendo que houve a cisão do processo, e, dessa forma, Luciano da Silva Godoi, apontado como o autor dos disparos que atingiram Braga, vai ser julgado em separado.

Braga foi vítima foi alvo de vários disparos de arma de fogo, que o atingiram na cabeça, tórax e abdômen. O crime ocorreu no dia 16 de agosto de 2015, na Rua Henrique Cia, bairro Euzébio Beltrão de Queiroz, em Caxias do Sul.

O trio foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. A morte de Braga foi resultado de conflito entre grupos rivais na disputa por pontos de tráfico de drogas na Zona do Cemitério, e por vingança por ter sido apontado como autor de uma tentativa de homicídio contra a irmã de Luciano e Fabiano, em 27 de julho de 2015.

De acordo com as investigações realizadas pela Polícia Civil, Luciano desferiu os tiros contra as vítimas, tendo o apoio de Fabiano e Jonathan. O crime também teria relação com a suspeita de que João Vitor Santos da Silva teria denunciado Fabiano por uma tentativa de homicídio contra Glaucemir Jorge Soares, o Camelo, em 14 de julho de 2015, não sendo atingido por ter conseguido fugir dos disparos.

João Vitor compareceu à delegacia e disse que estava na companhia de Braga, saindo do Beco do Pimenta, quando foram emboscados por Luciano, Fabiano, Jonathan e um menor de idade. João Vitor conseguiu fugir. No entanto, Braga não teve a mesma sorte e acabou sendo baleado. Quando a situação teria se acalmando, ele voltou ao local e Braga estava morto. Na polícia, João Vitor fez o reconhecimento fotográfico dos acusados, mas não chegou a prestar depoimento na Justiça, por ter sido assassinado posteriormente.

No julgamento desta sexta, atuou o promotor de Justiça Vercilei Lino Seren, na acusação, e na defesa dos réus o defensor público Fabrício Ferrari de Vacaria. A sessão foi presidida pela juíza Milene Fróes Rodrigues Dal Bó.


Departamento de Jornalismo




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