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Justiça 13/06/2014 | 11h34

Caxiense é indiciado por incitação a estupro e pedofilia


Caxiense é indiciado por incitação a estupro e pedofilia
Foto: Reprodução
O caxiense Gustavo Rizzotto Guerra foi indiciado no processo encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que investiga as declarações de incitação ao racismo, pedofilia e estupro na internet, praticadas por ele em janeiro deste ano.

Rizzotto vai responder por discriminação racial e apologia ao crime. A Polícia Federal finalizou o inquérito mesmo ele não tendo comparecido para prestar depoimento.

O indiciado se reservou no direito de se manter em silêncio. A partir de agora, com o andamento do processo, o MPF pode solicitar mais diligências, oferecer denúncia ou pedir o arquivamento do processo.

O delegado responsável pela avaliação do inquérito na Polícia Federal, Vinicius Bella, afirma que, apesar de Rizzotto alegar estar com a saúde mental debilitada, vai responder ao processo normalmente. No caso de comprovação do transtorno mental, pode estar sujeito a penas alternativas, além do período de reclusão.

As manifestações de Rizzotto, que se diz neonazista, provocaram a indignação de milhares de usuários das redes sociais em todo o país.

Nos vídeos divulgados na internet, Gustavo Rizzotto faz apologia ao estupro e diz ainda que é a favor de abusar sexualmente de feministas e lésbicas, e as ofende de diversas formas. Ele afirma, com palavrões, que a culpa pelo estupro é da mulher, e prega a violência contra negros e judeus.

O jovem se dizia ciente de estar praticando apologia ao crime e que as pessoas contrárias às afirmações dele poderiam processá-lo se quisessem.

A Lei do Crime Racial pune com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa atitudes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade. O artigo 286 do Código Penal prevê a detenção de três a seis meses de pena para a prática de incitação ao crime.


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